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PHOTOSHOOT AND CHRONICLE - THE END OF “V.ANGEL” | (+18)

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To the reader: the text won't be long, because the images are the queens here. As you saw in the title, I am — officially — talking about the end of the label that I created. The “V.Angel” won't be used anymore. Because I grew up (indiscreet laughter)... If you do not understand, obviously, I will explain... When I created it, it was a way to make content — or art — more adult, without divorcing myself from certain structures that were “important” to me at that time. So I created a distinct account, and everything... However, it was not working for me. I grew up. There is no “V.Angel”; this is Victor dos Anjos too. When I think about this, I realise I was trying to show I was serious despite the “adult art”, and I could make the “adult” in an erudite way — instead of being naïve or something like this... The point is: it does not matter now. I know what I do. I know someone will understand. And there are others who will never understand. And below, you will see two photoshoots ...

3251, a batalha contra os vírus no Brasil

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  3251, a batalha contra os vírus no Brasil (Imagem produzida por Victor dos Anjos)      Era uma vez, um país que em apenas três meses do ano de 2010 conseguiu vacinar 92 milhões de seus habitantes contra H1N1; esperava vacinar 80% do grupo prioritário, e vacinou 88%; e foi o país que mais vacinou pelo sistema público na época. O tempo passou, as gestões mudaram, e esse mesmo país tornou-se um exemplo a não ser seguido. O país exemplar no combate à pandemia do vírus H1N1, transformou-se em uma vergonha internacional na luta contra o Coronavírus.      Kit Covid e dúvidas (propositais, dependendo do contexto) acerca da eficácia da vacina marcaram — e marcam — o cenário do Brasil. O mesmo país que orgulhou o mundo com sua vacinação pelo sistema público, agora é o país que expõe uma falta de logística tanto na economia quanto na saúde. A Covid-19 teve um aliado no Brasil, o que propiciou essa nação ser o celeiro das variantes, Jair Messias Bolsonaro é o no...

Não banalize o termo militante

  Não banalize o termo militante Não banalize o termo militante porque o termo refere-se a uma pessoa que compreende e que luta não é só "lacrar" na internet Não associe militância e "lacração" o militante está na internet o militante está compartilhando informação mas nem toda postagem que ultrapassa 30k e parece "militar" é sinal de militância porque há gente na internet que só quer "lacrar" e a militância não quer ver nem na outra vida Não diga "descansa militante" para uma postagem sem noção que parece ter tons de protesto MAS é uma postagem sem noção não associe a militância individual ou coletiva ao termo "lacração" Não banalize o termo militante Não faça esse desserviço Lacração e militância São termos bem distintos ✏️ Victor dos Anjos ✏️ @poesiadosanjos

Presente Profundo

                                  Presente Profundo Ele entregou algo Algo valioso Que não pode ser tocado Que só pode ser sentido Estranho como poucas palavras Podem reverberar Dançar na mente De maneira independente Ele não entregou em um dia qualquer Um dia em específico Passou na minha janela Atirou pedras E proferiu elas Escutei atento Fiquei sem graça Depois sorri Depois chorei E quando as lágrimas secaram Com as palavras dancei. ✏️ Victor dos Anjos ✏️ @poesiadosanjos

Monogamia vs Poligamia

  Monogamia vs Poligamia O país Twitter é recheado de “debates”. Ontem, enquanto eu caminhava por suas vastas terras, terminei avistando uma postagem interessante. Nela, o jornal O Globo compartilhava a opinião de uma especialista, que tratava sobre o “fim da monogamia”. Interessante é que no Twitter já há sempre alguém debatendo fervorosamente sobre isso, e apontando o que é ou não é mais adequado para todos. Portanto esse post terminou sendo um prato cheio, um palco para as pessoas que afirmam sobre o “fim da monogamia” se apoiar. Alguém comentou que “a monogamia nunca existiu”, outra pessoa disse que “a monogamia é uma farsa”, uma determinada psicóloga comentou que admirava a especialista, mesmo afirmou que não concordava com o posicionamento dela devido a sua experiência clínica. Há de se questionar o que leva alguém afirmar que a monogamia é uma farsa, ou que nunca existiu. Por exemplo, talvez sejam os casos de infidelidade nos casamentos, ou talvez os divórcios, ou ainda...

Pró-Vida?

  Pró-Vida? Uma dor . O Brasil nesses últimos dias assistiu o drama de uma menina de 10 anos, que vinha sendo sendo estuprada pelo tio desde os 6 anos, e, que precisou realizar o procedimento do aborto para salvar a própria vida. Digo a vida, ao invés da infância, porque a infância dessa menina já foi perdida. Não houve infância. Houve violência, traumas. Como se não bastasse, ainda foi necessária a autorização da Justiça para que o procedimento do aborto ocorresse. Mesmo o caso sendo extremamente grave, e, não havendo o que refutar no ocorrido. Para completar, os fundamentalistas se reuniram com seus discursos "pró-vida" para tentar impedir o procedimento do aborto. Interessante que o movimento "pró-vida" é contrário ao aborto, no entanto, demonstra-se — através dos seus atos — favorável ao estupro e a gravidez de uma menina de 10 anos. O Estado é Laico . Entretanto, é laico até que ponto? O Estado Brasileiro apresenta em suas raízes uma união perversa do Cristiani...

A Rua e O Sobrevivente

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A Rua e O Sobrevivente Está de noite. A rua está deserta. Não há pássaros, nem morcegos, nem vagalumes, nem grilos, tampouco pessoas. Há um poste, que se situa a uma certa distância de mim. Ele está ligado. Só ele está ligado. E se ele não estivesse ligado, eu não estaria minimamente conseguindo me enxergar. Não consigo enxergar longe… De qualquer maneira, devo agradecer por conseguir me enxergar nessa rua tão sombria. Alguém me disse que estaria comigo. Alguém disse que eu poderia confiar. Alguém fez por onde eu confiar. Porque fez mais do que falar. Alguém disse "eu vou te proteger nos meus braços". Onde ele está? Onde ele está? Onde ele está? Onde eu estou? Essa é a pergunta. Preocupei-me tanto com esse alguém, que terminei esquecendo de me fazer as questões.  No fim, ele atirou em mim. Deixou-me para morrer. Morri? Não sei. Estou acordado? Talvez. Só sei que está de noite, e que estou em uma rua deserta. Não visualizo nada além de mim e o poste. Só o poste ...